31 de mar de 2008

CASA das FADAS - A origem


Coisa incrível, as fadas não habitaram o meu imaginário infantil... Este era povoado por pessoas, em sua maioria, imaginárias. Fui ter com a fadas, já adulta ou quase, no final da década de 80, quando tornei-me sócia do inacreditável Círculo do Livro (Será que quem tem menos de 35 saberá o o que é o Círculo do Livro?)
Então, que a edição oferecida pelo Círculo do Livro, eram 4 volumes com capa dura encadernados com uma espécie de curvim levemente acetinado num vermelho assim- assim, capa e lombada com letras douradas. Uma publicação que dava gosto de ler, prazer de pegar e orgulho de ter!
E nesses 4 volumes de Rei Arthur, Lancelot, Távola Redonda, Deusa-Mãe e outros, eis que me encanto pelas fadas! Não necessariamente pela Morgana, que achei esse nome feioso, mas por aquela passagem que conta que na terra das fadas o tempo não passa, por conseguinte, não envelhecemos. De lá não se consegue sair, pois sempre se é convidado a permanecer mais um pouqinho a fim de nos divertir, gozar, descansar...

Imaginar uma terra sem tempo, numa rave eterna no meio de uma natureza exuberante, com criaturas exoticamente sensuais... O que mais eu poderia querer saber de Rei Arthur e intrigas palacianas de uma época em que Alemão era saxão e anglo-saxão, literalmente tinha que ser "separado com tracinho pra não ter briga", como dizia D.Leila minha professora do primário nos idos 70?!

Não! Mediante essa descoberta de que as fadas não eram belas (e essas do romance de Miss Marion, nem possuíam varinha de condão) no entanto sabiam encantar como ninguém, confesso ter ficada meio chocada com a historia do adultério da Guinevere e Lancellote... Embora, na época tenha achado "bem feito" pois a história enquanto em Avalon era uma delícia e quando chegava na Cornualha, Reino de Arthur e adjacências ficava muito chata(...)!

Hoje não me lembro mais de todas as tramas, com exceção das fadas e do ritual em que uma bainha de espada é bordada a ouro por uma donzela, onde é dito que o maior perigo dos encantamentos é que somos sucumbidos por ele. Impossível seduzir sem se deixar ser seduzido. Não usamos de feitiço para atrair outrem para o nosso lado sem que sejamos inexoravelmente enfeitiçados, atraídos...

De lá pra cá, as fadas foram minha companhia quase que constante.Algumas vieram habitar a minha vida. O poder deixou de ser importante, qual o maior poder do que ter aqueles que desejamos ao nosso lado? Troco o castelo do Rei pela Casa das Fadas quantas vezes forem necessárias provar as fadas que estou com elas e não abro...

Ahhn sim, os livros estão na minha estante, reli alguns anos depois,logicamente torcendo para chegar às minhas passagens preferidas...
Pra quem não gosta de ler tem o DVD, o filme não vi, não tive coragem de ver outra pessoa no lugar da Senhora do Lago que imaginei... Nenhuma imagem deveria ser tão real quanto aquela que idealizamos quando ouvimos uma história...

Pronto post inaugural ok! Bj, a gente se tc se você quiser.

5 comentários:

ritarj2005 disse...

Muito bom! ótimo de ler, romântico e audacioso!

Crônicas Urbanas disse...

Oi!
Foi muito difícil decidir escrever e o que escrever aqui. Mas se no 1º dia já recebo um comentário positivo, manterei a idéia de fazer um post por dia. Grande abraço.

Kassya mendonca disse...

Adorei!!!!
quase cai da cadeira quando encontrei alguém que leu Rei Arthur e a versão do Circulo do livro(apesar de não estar relacionado em meus preferidos); ...rsrsrs..bons tempos aqueles; amo fadas e saio pela net coletando fotos p minha coleção. Qto a Rei Arthur, até hoje sou apaixonada por Lancelot; que convenhamos ficou perfeito em Richard Gere. Parabéns pelo blog. O castelo das Fadas é o nosso coração, é lá que criamos as magias para aplicar na vida...
Beijos!

Sara disse...

Se se está a referir a Marion Zimmer Bradley, a às Brumas de Avalon, devo dizer que li todos e adorei. Tenho pena de já ter sido há algum tempo e me ter esuqecido de muito.

Ana Angélica disse...

Muito interessante!