30 de mai de 2008

Sobre mim by Me



Olho, eu mesma, minhas próprias fotos...
Coisa que nunca fui chegada a fazer. Nunca me achei bela nem bonita, sempre fiz distinção entre o bonito e o belo. Belo seria sempre mais que bonito no meu pensamento, seja como for, não faço o meu tipo... Sempre tive olhos para outras características...

Deve estar fazendo uns 2 anos que na festa da empresa onde trabalhava, um amigo oculto, que na verdade era amiga, entregou-me o presente dizendo: "Meu amigo oculto é a pessoa com mais caráter que eu já conheci." Pasmei: o dito cujo amigo era eu, que não tinha muita proximidade com quem me presenteava. Foi o maior elogio que recebi em toda a minha vida! O presente o era o CD da banda Charlie Brown Jr. E, olhe que ela pertencia a uma dinastia de altos funcionários do BB, que podemos dizer não reconhecidos pela flexibilidade e acessibilidade

. Então que a beleza que eu buscava podia sim, ser vista por aqueles menos próximos e até de outros mundos! E todo mundo sabe que ambiente de trabalho é pedreira!

Dois anos e muita coisa depois, vendo as minhas fotos, até que me achei beautiful.
Hoje acho que tenho cara do que sou.
Não curto maquiagem embora ache lindo mulher maquiada.
Só uso salto se for sair com alguma amiga muito mais alta (homens altos não me incomodam).
Minha pele virou jeans e algodão, óculos escuros já se impregnaram na minha retina e preciso ter algo na cabeça além de cabelos e idéias...

Olho as fotos e penso sobre este final de ano... Sempre tanta expectativa e quase sempre acaba tão igual...
Nossa vida é grande, no entanto ainda não assimilamos que são as pequenas coisas que fazem a diferença para o bem ou para o mal...
O sol que nasce todo dia já é tão banal que não pensamos mais nele, a não ser quando é findisemana e chove...
Porque nos importamos o tempo todo com o que não temos ou com que perdemos?
Se déssemos importância, jamais perderíamos, pois o valorizado, o amado, aprendido e o apreendido existem para sempre...

Se olho para trás canto como cantou Gonzaguinha: "Começaria tudo outra vez, se preciso fosse..."
Nenhuma ira me fez cometer bobagem da qual me arrependesse muito.
Nenhuma atitude deixou de ser tomada a tempo.
Amando alguém, descobri a mim e me amei também.
Foi sempre o amor que me levou aos mais profundos absurdos, às mais loucas alegrias, às mais consistentes tristezas.
Por amor fiz tudo de certo e cometi todos os meus erros. Passei muitos anos da vida descobrindo o que era amar e o bom é isso: a gente sente que ama, mesmo quando não sabe que está amando, mesmo quando desconhece o que seja amor. O amor é bom mesmo quando amamos errado!

Vai saber qual seria a estrada certa! Vai-se imaginar o que seria se tomássemos outro caminho! Mas tudo vale imensamente a pena se a gente acorda sem gosto amargo na boca, sem vontade de dormir outra vez para esquecer ou não lembrar...
13/12/2006

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