28 de fev de 2010

AGORA QUE ACABOU

Não divido com você mais os livros. Nem o que tínhamos de mais importante: Idéias e companhia, sorrisos e alegrias. Por consequencia a gente não bebe mais da mesma garrafa de cerveja e temo que jamais nos sentemos à mesma mesa. 

Tenho dificuldade de esquecer, principalmente quando tenho razão, até porque quase nunca tenho. Assim como você tem dificuldade de aquecer, de subir, de descer.

Eu virei caipirinha e você continua cerva gelada. Caipirinha é aquela amassada, socada, moída, preterida pelos decasa, preferida por turistas. E você se mantém cerveja, gelada , engarrafada, sensível, se for pega com entusiasmos derrama, prisioneira da chapinha em pressão menor que a Coca, mas pressão.
Lamento que tenha escolhido a mim para moer, já que sempre soube que não me conseguiria beber...
Ainda assim, foi muito bom enquanto durou. Entendo agora coisas tantas, que gostaria de esquecer, de não saber. Eu sei quem você é e acho uma pena.

Apenas uma última pergunta que como todas que fiz você não responderá: se não queria perder a minha amizade, por que atirou-a pela janela?

Acho que você gosta muito mais das palavras faladas porque elas podem mudar conforme a entonação do leitor, mas então que era para respeitar a minha forma de ler...

O beijo de Judas matou a ele próprio antes de levar o traído Cristo à morte. É o que acontece quando temos tantas certezas sobre coisas que jamais seriam nossas, perdemo-las.

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