20 de abr de 2010

SÓ O TEMPO PODE DIZER

A vida anda corrida felizmente e eu ainda não aprendi a pedalar...
A gente cresce a vida inteira, por toda a vida e crescer jamais deixa de doer
Ultimamente estou entregue à aventura do crescimento.
De repente surgiram fatos novos em experiências já conhecidas, algumas já antigas.
Não sei ao que atribuir mas, meus olhos parecem ter mudado de cor. Olham mais claramente a face escura, desacreditam agora do mal, não se fixam tanto no futuro e não se voltam para trás. O meu passado mudou, tornou-se mais doce e na tristeza preservo algo da minha alegria.
Ando sorridente não gargalhante.
Exercito não expor a tristeza para que ela não cresça.
Olho para mim, me reconheço mas vejo uma nova pessoa;
muito melhor para alguns e que se distancia de outros.
Errei por abrir concessões e exceções.
Errei por excesso de zelo e algum descaso.
Descuidei-me.
Deleguei a outros decisões que seriam minhas.
Confesso: fui um desastre!
Eu tinha medo e não sabia.
De tanta coragem que me deram, pensei que era corajosa e forte
Hoje descubro a força dos que apanham e sem teimosia, não desistem.
Hoje percebo a riqueza de quem abre mão, se desapega e desiste.
Desistência não é covardia, desistir pode ser focar um mundo novo.

Talvez eu tenha vivido todo esse tempo só pra entender o que fazer com a decepção
Como reciclar a tristeza, como me esquivar de quem não me quer bem sem saber que de mim só quer algo e jamais a mim. Talvez eu esteja aprendendo isso tudo, talvez eu tenha começado a envelhecer. Cisas assim que só o tempo pode dizer.

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