31 de out de 2010

texto inacabado-por enquanto

Muitas vezes já me surpreendi com saudades de mim mesma. Muito menos pelo aspecto físico do que por um estado de alma provocado por alguma emoção... Mas descobrir-se capaz de manter no ar o imenso balão de jovialidade, expectativas e certezas, não tem descrição!
Hoje surpreendo-me num dia que tudo o que poderia ser erro, resultou em acerto. Tudo o que foi atraso foi na hora. trago a certeza de que vivi um dia especial. Até a imaginação " a louca da casa" me fez pensar rapidamente que poderei acordar morta amanhã, mas isso não tem lógica pois que mortos não acordam, no máximo eu não acordaria, simples assim e como não posso acordar se creio que ao dormir-se cá, desperta-se acolá?
De repente sinto a leveza de toda uma irresponsabilidade que só o ser responsável pode ser. Essa liberdade de não se estar preso ao que não se acredita. De ter no topo da listagem de sonhos um pouco de paz e não um carro zero ou usado. De precisar ir ao cinema antes de voltar à Europa. De não precisar de um computador mais bonito, mais moderno ou mais veloz, de se ter uma banda estreita larga na medida que se necessita quando se quer escrever ou ler pois que pra isso a velocidade pode ser bem menor que a necessária para somente ver. A minha cabeça não precisa ter a voracidade dos olhos e o meu coração não deve ter nem o rítmo da minha alma, nem a fragilidade do meu olhar.
Hoje sinto-me feliz como se tivesse ganho na mega sena e pra falar a verdade ganhei. Os que ganham dinheiro ficam ricos, os que se realizam aos seus próprios olhos também e nesse momento nenhum dinheiro me faria feliz, nem compraria para qualquer pessoa aquilo que hoje eu ganhei.
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Dá-me saudade da sensação de ter muitos sonhos, bastante desejos e todas as possibilidades de realização.
Dá-me saudade da irrepsonsabilidade, a total ausência de preocupação.
Dá muita saudade de sentir coisas assim.




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