24 de mai de 2009

Amores

Eu nasci para ter amores longos,
intermináveis embora pouco saudáveis,
assim tenho resistência às despedidas.
No fundo queria um amor que não doesse,
mesmo que me fizesse chorar.
Eu nasci pra amar com o coração,
pois que o coração não faz perguntas.
Por que o amor, sempre nos sobe à cabeça?
Ah!
Se eu pudesse ter em mim um amor que não pensasse!
Se eu pudesse ser apenas alma e coração.

2 comentários:

Mar disse...

Engraçado, porque me programei toda a vida para amar alguém, e me programei tanto, tão insistentemente, que acabo por amar demais o que e quem nunca tive. É desespero? Talvez, talvez eu nunca tenha amado ninguém, mas amado a minha vontade de amar. Eu não posso me despedir de quem nunca esteve comigo.. mas me despeço mesmo assim, porque meu amor nunca foi de coração, mas de cabeça: decisão de amar, mas o coração é que sofre... vai entender.
Bjs

Rozzi Brasil disse...

Amamos diferente e sofremos igual...
É certo que quem não questiona não se atormenta. Amar o amor deve ser 90% dos casos dos enamorados que conhecemos, nada demais, não chega a ser desespero, talvez uma ansiedade por se sentir normal numa humanindade em que se fala tanto de amor e se ama tao pouco... E percebemos tãoo pouco do outro porque antes dele vemos a imagem que dele fazemos...