7 de abr de 2011

O Bulliyng Nosso de Cada Dia, Matou Hoje?

"Há não muitos anos a gente não ouvia falar em buylling no Brasil. Nem existe uma palavra equivalente em portugues. Fico imaginando o que aconteceu. Importamos literalmente esse comportamento ou ele é um efeito colateral do nosso padrão de vida mais elevado nos últimos anos?Será que as crianças e adolescentes estão hipersensíveis às críticas dos colegas ou na infancia dos mais de 30 eles eram obrigados a aguentar? Seriam os filhos da geração que "aguentou" aqueles que hojes disparam as armas nas escolas?"
Pergunta apoplética minha amiga Gil.... Fazendo-me pensar sobre como nós humanos vivemos fechados dentro de nossas roupas e armários, problemas e dilemas, casas e abrigos. De repente uma fato, bate à nossa porta que não imaginamos que está fechada, não lembramos se quer que ali havia uma porta, não sabemos mesmo que porta é essa que agora examinamos entre surpresos e abobalhados. Uma porta de vidro, metal, madeira, tecido, sonhao, imaginação, crença, descrença. Uma porta que num bater violento ou derrubada a pontapé, tiro ou gritos nnão é capaz de nos fazer entender que a vida inteira vivemos como se o mundo fosse nós e os outros apenas paisagens que se tortuosas nos alivia por estarmos dela protegidos e se viçosa e bela nos dá uma pontada de dor no cotovelo e uma inveja - branca, inveja branca e boa porque afinal somos bons...

A gente não entende a dor de quem vive uma vida tão diferente da nossa. Se a gente é rico não entende a dor dos ônibus lotados, trens atrasados e abarrotados. A dor da grana que nunca assite ao fim do mês, a dor de um pé na bunda de um patrão babaca. Se a gente é pobre não entende porque rico toma tarja preta sem ser louco, não entende sofrimento no paraíso da pérgula do Copa, tristeza no camarote sempre superfaturado de carnaval, como será que alguém que vai para Europa, toma vinho de R$6.000 e pode ter vício sem precisar, ser preso ou  roubar, sofrer? 
Nunca entendemos o outro lado. 
Quando a gente cresce deixa de entender a dor de não saber matemática ou português,  de ficar de castigo, de ser alvo de chacota dos meninos diferentes da gente porque os meninos da escola nunca são iguais, tem sempre um montão diferente de nós. Tem sempre mãe na porta da escola puxando um pirralho pela mão antes que um outro qualquer emparelhe e dirija a palavra...
 Pode ser que a palavra não tenha correspondência em português, mas com certeza o ridículo existe aqui como lá, sempre existiu e sempre existirá, porque onde não há amor, não hpa respeito e onde esses dois não estão, estará sempre a diferença que se a proveita justamente da indiferença que todos os demais tem por nossos problemas e vice-e-versa...


Bulliyn sempre houve no mundo todo, só não tinha esse nome. Eu lembro dos tempos de escola que rolava muita sacanagem com os outros. "Caniço", "Casa da Banha", "Bolão do Vasco", "Cheirosa", "Cotó", "Pepé", "Quatro Olho", "Bizarro" "Mudinho"... Muitas "guerras" começavam assim, pelo prazer sádico que alguns tinham  de pegar o defeito que mais envergonhava e ficar fazendo graça, esculachando. Até as meninas que tinham namorado, tinha que fazer a coisa direitinho e ser perfeitinha sob pena de ter de mudar de escola. Algumas pararam de estudar matavam aula até não ter mais jeito...
Por que aguentavam aquilo? Porque buling ou seja lá qual nome, é uma  porrada dada onde mais dói na gente... Porque recebiam uma educação que dizia: "se apanhar e chegar em casa chorando vai apanhar de novo"! Homem não chora e menina não xinga...

Esses não são os "bulidos", não. O bulliyng adestra para a covardia, no máximo um serial killer, travestido de operador de fotocopiadora, gari, atrefinalista ou qualquer operário de serviço repetitivo que prescinda de contato com o outro... Uma figura como a que tem no livro do João daquelas que a única coisa que pode fazer por si em defesa do que sofre por outros é bater no cachorro...

Num antigamente, não muito antigo blulliyng na minha terra tinha o nome de "pilha", brincadeira onde só quem se diverte é quem faz, com objetivo de irritar o pobre coitado, como se ele fosse culpado pelo defeito que só é defeito pra quem o vê...

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