20 de abr de 2011

Sobreviver...

Minha amiga perdeu a mãe.
Um mês depois, o pai.
Na semana seguinte a cadelinha de estimação.

Não lhe caberia o poema, aquele onde tudo está perdido “mas tens ainda um cão”.
Diante de certos fatos não há o que dizer, nenhum consolo é capaz de resolver.
Levei dias até conseguir lhe telefonar, quando o fiz, chegaram dois amigos meio eufóricos atrapalhando a ligação. Expliquei,não adiantou muito não…
Sei lá porque naquele momento o mundo inteiro coube na minha cabeça. É assim que as coisas são. As pessoas não se importam muito com o que não lhes é próximo ou conhecido… Mas, quem não conhece a dor de perder um querido?

De novo eu não encontrava o que dizer, nem pra ela nem pra eles. A indiferença me tornou muda e um tanto apática.
Ultimamente tenho tido que lidar com coisas tão maiores que eu, que criarei um personagem, tem que ser um gigante, eterno, bobo e sorridente. feito os bonecos do carnaval de Olinda…

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